UOL Blog - Comentários

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[Sheila T.]
Hoje finalmente fui ver o filme. Entrei no cinema com n expectativas e, confesso, um certo preconceito. Não consegui identificar mocinhos e bandidos, heróis e vilões. Só vi seres humanos com suas "falhas" de caráter, suas fragilidades, seus equívocos... O problema é se agir criminosamente sob o manto da legalidade. O que eu acho mais engraçado é ver policiais tratando o filme como uma jóia, como um exemplo. Tenho um conhecido q é da pm e me disse q sente vontade de rever o filme pra ficar motivado. Recentemente, vi policiais indo reprimir uma rebelião em um presídio ouvindo a música tema do filme. O q realmente entristece é q eles não tenham entendido a crítica explícita que está, inclusive, no refrão da música tema...

19/11/2007 00:52

[Rnaldo]
Certas pessoas precisam parar de ver o mundo como gostariam que ele fosse e deveriam vê-lo como ele é. Não se pode esperar uma força policial invadir uma favela sem matar. Um lugar lotado de traficantes armados até os dentes e moradores muitas vezes coniventes. Vide o exemplo da policial de Niterói que foi sequestrada por bandidos, e ao conseguir fugir 2 vezes, foi entregue pelos próprios moradores do local. O Sr Ney Wagner e tantos outros que criticam o filme sob esse aspecto são uns fanfarrões, como diria o Cap. Nascimento. Não esperem que a polícia suba a favela munida de paçocas e confetes. O que tá rolando não é festa de confraternização. É guerra. Pura e simples.

09/11/2007 09:12

[Rafael] [São Paulo]
Só faltou o autor do texto comentar sobre a violência com que o tráfico também age. Cito o fogueteiro, o casal morto queimado (apesar que assumiram o risco se envolvendo com o tráfico), a covardia de ter matado o Neto pelas costas etc. Os traficantes são uma praga e precisam ser eliminados. A Polícia não pode entrar na favela com rosas na mão, se não o tráfico a engole, mata. Devem agir na mesma intensidade. É a realidade e não podemos fugir dela. Os policiais do BOPE não têm culpa, ou agem com violência à uma ação violenta do tráfico ou não voltam pra casa. É fácil para quem está de fora sugerir condutas mais éticas e morais. Porém, só quem está dentro sabe da dificuldade que existe no combate ao tráfico. Então, vamos parar com hipocrisia. Menos poesia e mais realidade.

07/11/2007 10:39

[Ney Wagner Gonçalves Ribeiro Filho] [São Paulo-SP]
Por exemplo, Sílvio: o comentário do Alex Nobre, abaixo, é contrário ao meu ponto de vista, mas o respeito profundamente e o compreendo plenamente, apesar de com ele não concordar. Isto porque, ele demonstra que entendeu o meu ponto de vista, compreendeu o que eu escrevi, tendo apenas expressado sua discordância nos limites de sua liberdade de expressão. Uma coisa é não concordar, outra coisa é criticar sem ter entendido o texto.

05/11/2007 20:26

[Ney Wagner Gonçalves Ribeiro Filho] [São Paulo-SP]
Silvio, pelo amor de Deus. Eu apenas reproduzi o que o filme textualmente falou. Em determinado momento, Nascimento diz "que sabe como a história do Baiano terminou, mas não como ela começou... deve ter tido uma infância fodida... ir para o tráfico talvez tenha sido a única opção do cara..." O que eu quis dizer é que o filme não vangloria a violência "honesta" de Nascimento e nem condena peremptoriamente o estilo de vida dos traficantes. Ele mostra os dois lados. E só. Eu admito e até gosto de opiniões contrárias, aliás, como disse abaixo, eu abomino os donos da verdade de plantão. Mas, por favor, antes de criticar o texto, primeiro faça um esforço para entendê-lo.

05/11/2007 20:20

[Alex Nobre] [São Paulo]
Eu nasci pobre, tive estrutura moral e caráter para resistir ao mundo do crime. Muitos dos que jogavam bola na rua comigo na infância, ou estão presos ou mortos nos dias de hoje. Foram pelo caminho errado, mas não foi por necessidade. Nenhum deles passaria fome ou necessidades se tivesse resolvido estudar e conseguir um trabalho decente. O que falta é coragem e disposição para enfrentar anos de escola, faculdade e ainda acordar cedo para trabalhar. É muito mais fácil roubar um carro ou algumas bolsas por semana. Na minha trajetória, as pessoas que vi que realmente tinham necessidades fundamentais, como alimentação, etc. Não praticavam crimes por terem princípios. A verdade é que no Brasil quem é honesto é otário, quem tem méritos é o traficante que anda de carro e tenis novo. É aquele crápula que se impõe pelo medo. Que clama por seus direitos humanos mas nunca respeitou direito humano algum. Pena de morte já.

05/11/2007 13:45

[Silvio] [São Paulo - SP]
Dito textualmente pelo autor: "O traficante só é traficante porque não deve ter tido outra escolha". (!?) Fala sério! Isso ofende e chama de otária toda aquela maioria que é honesta apesar de pobre e também sem oportunidade. Esse tipo de argumento é que justifica o que faz um personagem como o Nascimento: ele é violento e torturador porque não teria outra escolha... TODOS NÓS TEMOS OUTRA ESCOLHA.

05/11/2007 09:56

[César] [RS]
Que eu saiba os morros cariocas não são produtores de cocaína, heroína e afins...a matéria prima vem de algum lugar, assim como as armas. Portanto o que acontece no RJ e na maioria dos grandes centros urbanos do Brasil é um reflexo do que ocorre no mundo inteiro. Ou porque será que os EUA com toda aquela sua estrutura de combate as drogas, chegando a realizar a "Operação Colômbia", junto com os países mais ricos do mundo (G-7) não acabam de vez com isso? Força política, econômica e militar eles têm para isso...ora, é porque o negócio é muito LUCRATIVO no mundo inteiro...gerando dezenas de bilhões de dólares anual, uma das maiores indústrias do mundo. ( Drogas e armas). Assista o filme o "Senhor das Armas" ( Nicholas Cage), que vc terá uma idéia do que ocorre no mundo das drogas também. Enquanto existir mercado consumidor, haverá drogas e armas, independentemente se são legalizadas ou não.

03/11/2007 13:42

[César] [RS]
Martha, Respondendo a sua indagação do porque as drogas não são legalizadas, é porque existem interesses e procedimentos muito fortes e poderosos no MUNDO inteiro para que elas continuem ilegais. Como ficaria? Só no Brasil legal? E a Colômbia, Bolívia, Peru, produtoras de coca? Suas relações comerciais com o Governo do Brasil? E no sudeste da Àsia, onde existe a cultura do òpio, também ilegal? E nos EUA e Europa com o ecstasy? Vide o exemplo da Holanda, e mesmo assim somente em algumas regiões e não no país inteiro ou em toda a Europa...para ficar justo e ninguém morrer e seus negócios não acabarem, teria que ser legalizado ( todas as drogas psicotrópicas)no MUNDO inteiro....uma mera utopia!

02/11/2007 15:09

[Lavinia] [Porto Alegre/RS]
Aqui, em Porto Alegre, só se fala em BOPE e no filme. É incrível a influência das falas e dos personagens em todas as camadas sociais fora do eixo Rio-SP. Os porto-alegrenses lastimam não ter uma trope de elite como aquele e, mais uma vez, o Sudeste aparece com um modelo de pseudo-salvação para ser copiado por esse grande mar de ignorância chamado Brasil. Um personagem que era para ser uma crítica transformou-se no maior herói nacional depois de Macunaíma.

02/11/2007 11:37

[Marta] [São Paulo, SP]
Achei o texto que o Ney escreveu muito bom, concordo com ele em quase todos os aspectos. Acho a discussão livre-arbítrio x determinismo muito interessante, mas depois que vi o que não sai da minha cabeça é porque diabos não legalizam as drogas no Brasil?! Ou isso não evitaria muitos problemas?!

01/11/2007 21:11

[carlos] [são Paulo - Brasil]
Desculpem a minha ignorancia. O que é um filme facista? É o que faz apologia dos camisas pretas italianos, ou dos franquistas? Fzer um filme violento em que o mocinho(?)faz justiça com as proprias mãos é facismo? E como será um filme comunista?Todo mundo bonzinho que nem o Stalin, e o cadáver de Cuba? Por favor me expliquem!!!!

01/11/2007 16:25

RESPOSTA:
Há um post sobre isso.

[duran]
Torero, Comentando só a última frase se seu texto: a grande maioria resiste e es mantém na honestidade. Saudações Santistas

01/11/2007 16:05

[Marcos Pina] [BH, MG]
Olha que ótimo reforço para o São Paulo em 2008. Abraços. Pina. http://www.youtube.com/watch?v=GvkZ8MoMR2Q

01/11/2007 15:20

[Dogman] [Florianópolis]
Torero, eu sou do time dos que não viram, não vão ver e têm raiva de quem viu. Hoje no meu blog (fácil de achar no Google) abordei a repercussão do filme por uma ótica que ainda não vi ninguém abordar, que é a de assumir (sem culpa) a condição de alienado, de quem não está nem aí para o que acontece nos bastidores da criminalidade. Tenho vivido muito mais feliz e bem menos estressado sem saber de nada (incluindo adultério). Abraços e parabéns pelo sucesso!

01/11/2007 13:53

[Nádia Costa] [Campo Grande/MS]
Ney, concordo com alguns pontos que vc levantou, que não é um filme fascista, nem devemos endemonizar a atitude do BOPE, especificamente do Nascimento, pois para enfrentar a violência extrema dos traficantes empoleirados nos morros, a polícia tem que usar quase das mesmas armas que eles usam e com muita estratégia e planejamento para atingi-lo. Só que a paranóia e violência chegou a um grau tão gde que os resquícios da ditadura e de um Estado sem leis, que não protege quem deveria, leva aos extremos de eliminar as "chagas e os tumores malignos" da sociedade e não seguir os caminhos legais da justiça. Aí sim e a violência contra inocentes para atingir os fins, faz do BOPE uma instituição que se acha acima da Lei. Qto a comparar o Nascimento com Hannibal, já não concordo e que se todos que nascessem pobres e no cenário hostil das favelas cometessem crimes, a população diminuiria, porque a vida deles é curta. Mas o filme teve o mérito de levar a essa discussão e toda polêmica é saudável.

01/11/2007 13:02

[denilson] [sao paulo]
não vi apologia a violência policial, nem tão pouco a justificação do crimo pela condição social....apenas um retrato da situação social e do embate dos seus agentes, cada um com seu motivos e suas aspirações se movem como podem, e como aprenderam a se mover dentro desse complexo sistema de relação de poder...

01/11/2007 13:01

[Cleiton]
Porque Leonardo Corinthians, comentarios de direita nao sao válidos?

01/11/2007 11:35

[Gustavo] [São Paulo]
Até que enfim alguém analisou corretamente o filme, sem utilizá-lo para defesa de pontos de vista pessoais. Parabéns Torero!

01/11/2007 11:33

[ROJAS]
Concordo em número, gênero e grau com o autor. Nasci na parcela da poupulação que pode ter estudo e oportunidades dignas e aproveitei isso para crescer. Caso tivesse nascido na miséria e sem base familiar, no entanto, poderia guinar pro crime... ou não... não sei. Capitão Nascimento é a imagem de um cara que quer fazer o bem, mas que só conta com o apoio do mal (a polícia e os políticos) - ficando assim perturbado. Uma imagem real. Assim como a de Baiano, Matias e Neto.

01/11/2007 11:19

[Juliano Boti] [Milano Italia]
Perto do que acontece em outros lugares do mundo os relatos de Trope de Elite sao refresquinho. Nao se enganem: o mundo é o que é e nunca mudara!

01/11/2007 10:53

[Cap. Nascimento] [Rio de Janeiro]
Sr. Torero, o sr. é um fanfarrão! O sr. disse que iria dar seu depoimento, sr. Torero, e colocar a sua opinião para nós. Mas vejo que o sr. está me enrolando, sr. Torero. Será que eu vou ter que lhe botar no saco plástico, sr. Torero, para o sr. falar???? 06, traz a sementinha do mal...!!!

01/11/2007 10:07

RESPOSTA:
Calma, senhor Capitão!, eu vou postar o texto, senhor Capitão. Na verdade eu até já o escrevi, senhor Capitão, mas uma revista pediu um texto sobre o assunto, então eu mandei o texto para a tal revista, senhor Capitão. Que revista? É a Revista do Brasil, senhor Capitão. Depois que sair lá, eu coloco o texto, mexido e ampliado, aqui senhor Capitão. E eu não posso é colocar antes, senhor Capitão, porque senão eu ia estar fazendo o mesmo nem fizeram com seu filme, senhor Capitão! É só ter um pouco de paciência, senhor Capitão.

[Marcio] [SP]
Apesar de achar que é uma obra fictícia o objeto do Post, concordo que pode ser contextualizado e analisado em nossa realidade.Como analisar a ação da polícia em uma favela de forma isolada, sem levar em conta outros fatores sociais????Li um comentário, não lembro de quem, que falava que na Finlândia as pessoas condenariam veementemente o filme, mas horas, temos favelas na Finlândia??????A princípio, antes do erro da Polícia repressiva, não era nem para existir favelas!Não era para existir falta de educação, saúde, saneamento básico, não era para existir a roubalheira política, o tráfico de substâncias ilegais, o poder paralelo onde o estado não chega com benefícios, somente com repressão e por aí a fora.Na maioria das vezes, os soldados foram criados nas mesmas favelas que os traficantes, como analisar a atuação da polícia sem levar em conta todos os outros fatores que levam à essa anomalia social??Como falar que o 02 e o traficante são maus se os 2 saíram desse contexto de anomalias?

01/11/2007 09:31

[frank]
mais uma desta desgraça chamada cinema nacional......e nós ainda temos que dar dinheiro para esses caras

01/11/2007 07:16

[Lais ] [São Paulo]
Qual o interesse do crime organizado? Dinheiro. Quem mantém o crime organizado? Quem tem dinheiro. Fica claro que quem mantém crime organizado é a classe média e média alta. A classe pobre também tem sua parcela de contribuição quando compra imitações baratas de grifes produzidas ilegalmente, quando adquire produtos piratas. Portanto, não vejo a sociedade como vítima mas como principal mantenedora do tráfico, do contrabando, do suborno e de uma série de outros crimes. Modificar tudo isto requer conscientização e atitude da sociedade que acha que "levar vantagem em tudo" é a grande bandeira. Creio ser esta a grande mensagem do filme quando mostra a ONG que faz acordo com o traficante, o universitário que "puxa um fuminho pra relaxar", o rapaz de classe média que distribui( trafica mesmo) drogas. Somos todos vilões dessa história,as vítimas ainda estão por nascer. Quem sabe,se começarmos hoje a enfrentar estas questões,daqui a 50 ou 100 anos tenhamos uma sociedade melhor e mais justa.

01/11/2007 00:21

[Leonardo] [Corinthians]
Continuando... moro na periferia de São Paulo (Itaquera), na minha rua havia um rapaz uns 2 anos mais velho q eu (tenho 23) q foi assassinado em briga de gangues... ele já era assaltante de bancos e havia baleado um polícial, ou seja, bandido mesmo, q todos aplaudiriam qdo o Cap Nascimento desse um tiro de 12 nele. Mas vamos aos fatos: o pai dele era traficante, desde qdo ele nasceu (desde qdo eu nasci, tbm) talvez o pai dele fosse uma das pessoas de fato de má índole, q nasceram para o crime, e não queriam saber de outra coisa, mas ele nasceu nesse mundo, para ele o crime era um modo de ganhar a vida, a violência era cotidiana. Enquanto eu via meu pai comprar um carro pq fez faculdade e tinha um bom emprego, ele via o pai dele comprar um carro pq vendeu tantos quilos de pó. Enfim, como o límite de caracteres está acabando, quero deixar registrado aqui, esse exemplo da minha rua, e não em um filme ou livro, de violência como reflexo da sociedade e não por sem-vergonhice do ladrão.

31/10/2007 20:12

[Leonardo] [Corinthians]
Minha nossa, será q esse povo não percebe a idéia do autor? Esses últimos comentários deram uma guinada violenta pra direita... pelo q entendi o autor não tratou bandidos como coitados da história, ele simplesmente tbm não se colocou como coitado vítima dos bandidos (como muitos gostam de fazer). Dizer q a ambição dos traficantes os levaram a isso é ridiculo, ambição faz parte da natureza humana, todos querem sempre mais, uns mais outros menos, mas todos sempre querem melhorar de vida (salvo as Madre Tereza de Calcutá e afins), e o autor do texto diz q não pode julgar um traficante, pois não sabe se a saída dele seria a mesma do traficante caso a situação fosse a mesma. E ao contrário de muitos aqui, acho q a falta de oportunidade justifica o tráfico sim... nem todos, claro, há varias indoles diferentes, desde os playboys q jogam ovos no povo na rua, até assassinos por maldade mesmo, mas há, sem dúvida um grande número de pessoas q entra no crime devido à falta de oportunidade.

31/10/2007 20:02

[JR]
É por causa de pessoas como o escritor desse texto que os traficantes enxergam um meio de justificar seus atos na tal "falta de oportunidade", uma vez que nenhum traficante ou aspirante à traficante aceitaria trabalhar de gari nas ruas de qualquer cidade, ou msm em algum setor da construção civil, concordo que tem o fato do misero salario, porem uma coisa nao justifica a outra. Simplesmente, o que vejo são um bando de vagabundos querendo "subir" rapidamente na vida, e que ainda tem seus atos justificados como por exemplo pelo autor desse texto.

31/10/2007 18:34

[Silvana]
Já sobre o filme, acho que bandido não tem que ser tratado como pobrezinho, vítima da sociedade. Vamos por os pontos nos ís: a sociedade é a vítima da história. Bandido tem que ir pra cadeia. E quem tem dó leva uns dois pra casa. Inclusive o Capirão Nascimento.

31/10/2007 18:32

[valdir fogarolli jr]
Simplesmente colocar a culpa da violência na pobreza e falta de oportunidade é simplificar demais um assunto muito complexo, uma vez que existem milhões de pessoas nas favelas, nem por isso todos viram traficantes ou fazem parte do tráfico. Favela sim é um problema social, ja esta "queda" pelo tráfico não, uma vez que este nao depende de fator social, como explicitado no próprio filme através do estudante que revende drogas na faculdade, local de pessoas com maiores oportunidades. Vejam por exemplo se traficantes ou aspirantes à traficantes aceitam trabalhar de gari nas ruas, ou tambem trabalhar no setor da construção civil quebrando concreto, carregando peso, etc. Logo, o que vejo são pessoas sem vontade nenhuma de trabalhar, concordo que ganhando pouco, e que enxergam no tráfico a possibilidade de "subir de vida", se é que posso chamar assim. Resumindo, um bando de vagabundo FDP que ve na entao "falta de oportunidade" um meio pra justificar seus atos...uma vergonha!!!

31/10/2007 18:30

[valdir fogarolli jr]
Simplesmente colocar a culpa da violência na pobreza e falta de oportunidade é simplificar demais um assunto muito complexo, uma vez que existem milhões de pessoas nas favelas, nem por isso todos viram traficantes ou fazem parte do tráfico. Favela sim é um problema social, ja esta "queda" pelo tráfico não, uma vez que este nao depende de fator social, como explicitado no próprio filme através do estudante que revende drogas na faculdade, local de pessoas com maiores oportunidades. Vejam por exemplo se traficantes ou aspirantes à traficantes aceitam trabalhar de gari nas ruas, ou tambem trabalhar no setor da construção civil quebrando concreto, carregando peso, etc. Logo, o que vejo são pessoas sem vontade nenhuma de trabalhar, concordo que ganhando pouco, e que enxergam no tráfico a possibilidade de "subir de vida", se é que posso chamar assim. Resumindo, um bando de vagabundo FDP que ve na entao "falta de oportunidade" um meio pra justificar seus atos...uma vergonha!!!

31/10/2007 18:28

[Silvana]
Torero, desculpa desviar o assunto, apesar de que ele já foi desviado. Você já respondeu sabiamente o que Marta Suplicy fazia lá. Então me responda também: o que fazia lá Paulo Coelho? (?????) Alguma coisa está acontecendo que eu não tô sabendo? (tá bom... ele é um colega seu de profissão, talvez não pegue bem responder.)

31/10/2007 18:22

RESPOSTA:
Parece que ele fez um texto para a cerimônia. Estava lá numa simbiose publicitária. Ele chamava a atenção para o futebol e vice-versa. O triste é que Ricardo Teixeira e Paulo Coelho acabam como símbolos do Brasil.

[Rogerio] [São Paulo]
Analisando apenas o filme, o Bope usa o métodos necessários para atingir seus objetivos, e sempre funcionou, a personagem Rose não era inocente não, era uma vadia amante de traficante, defensor de criminoso, familiar de criminoso e criminoso e tudo farinha do mesmo saco, reparem que sempre tem alguém, geralmente uma mulher chorando(que comove mais as pessoas), obviamente na frente de um câmera de tv da parcial imprensa, dizendo que a pessoa morta pela polícia era trabalhador e pai de família, é sempre a mesma conversa, rsrsrsrsrssr, a polícia só mata gente inocente, ninguém que eles matam é criminoso, impressionante, na verdade pela ótica dessas criaturas os policiais são os criminosos, sempre tem alguém para defender e justificar o criminoso, que sociedade podre essa que vivemos nos últimos 20 anos, onde todos os valores morais e éticos estão invertidos, falar em direitos humanos para quem tira vidas, para quem trafica e usa drogas, que grande piada.

31/10/2007 18:20

RESPOSTA:
Ô, loco, meu!

[Rogerio] [São Paulo]
Bom se o Bope realmente age da forma demonstrada no filme, tem os meus parabéns, aos críticos que tal sair da sua sala com ar condiciondado, deixar seu cigarro de maconha de lado e ir como escudo das ações policiais, esses teóricos covardes me causam náuseas, bando de lixo.

31/10/2007 18:04

[Ney Wagner Gonçalves Ribeiro Filho] [São Paulo-SP]
Outro ponto de vista que aparece bastante nas opiniões publicadas até o momento, é a de que o "Tropa" é apenas um filme, como outro qualquer, e não deve ser analisado à luz da filosofia. Eu discordo veementemente. Acho que todo filme, de "Quanto mais idiota melhor" ao "Menina Santa" de Almodóvar, pode e deve ser analisado. Se é arte, tem uma mensagem. Se tem uma mensagem, pode ser debatido. Aliás, acho que essa é a grande virtude de "Tropa de Elite": fez a sociedade debater sobre temas importantes e interessantes. Por exemplo, há um filme do Rocky (Sylvester Stalone), em que ele luta contro um boxeador russo. Neste filme, apesar de ser um filme de ação pretensamente bobinho, pode-se analisar todo o contexto da guerra fria e a propaganda americana para satanizar o seu rival à época. Assim, acho que toda a produção humana pode, e deve, ser objeto de discussões. Até porque, só assim, iremos evoluir culturamente. E afirmos isto sem ideologismo nenhum.

31/10/2007 17:51

[Ney Wagner Gonçalves Ribeiro Filho] [São Paulo-SP]
Sou o autor do texto. Primeiro, gostaria de agradecer ao Torero não só por ter publicado o meu ponto de vista, como também por deixar eu fazer umas correçõezinhas em erros ortográficos, os quais só notei depois de enviar o texto. Estou gostando muito das reações, inclusive das contrárias, até porque abomino os "donos da verdade" de plantão. Há, todavia, entre as opiniões contrárias, uma que é constante: a pobreza não poderia ser causa da criminalidade porque há vários pobres honestos. Oras, é claro que há. São, felizmente, a maioria. Mas esses são aqueles que tiveram sua moral testada e resistiram bravamente às tentações da criminalidade. Merecem aplausos. Nós, da classe média e alta, todavia, não podemos dizer o mesmo. Eu nunca precisei delinqüir, como disse no texto. E se eu fosse testado, não sei como me sairia. É por isso que não vejo autoridade moral para aqueles que NÃO TIVERAM A MORAL TESTADA condenar, moralmente, os que tiveram e foram reprovados. É isso.

31/10/2007 17:43

[Sergio]
Não assisti o filme mas, tenho que apresentar meu ponto de vista. O pobre não possui exemplos bons de vitoriosos na vida. Uma criança da favela não conhece nenhuma pessoa que ralou 15 anos até terminar uma faculdade, se dar bem na vida e conseguir prosperidade. Já ao contrário, ele conhece várias pessoas da comunidade que conseguem ganhar dinheiro de maneira mais rápida e se apresentar com "panos da hora" e "boots maneiros". Aí está a principal dificuldade: como convencer uma criança de que é melhor estudar do que ir para o crime? Quanto ao "facismo", acredito sim que grande parte da classe média/alta acredita na repressão como mantenedora da ordem. Quando a favela ficava longe de suas residências, pouco se importavam. Agora, as favelas podem estar na esquina do seu condomínio.

31/10/2007 17:04

[Rafael]
O Cap. Nascimento tem algo daqueles personagens de filme americano do final dos anos 70, como um Dirt Harry, um Chuck Norris, um Charle Bronson de farda. Um justiceiro com uma moral nada convencional, mas que atinge seus objetivos: a marginália os temem mais que a sentença de um juiz de direito. Também achei que o filme tem uma visão pouco edificante da situação. O policial que quer virar advogado (ou seja, ele acredita nas leis, no processo jurídico, na acusação, na defesa...) acaba se tornando o sucessor do Cap. Nascimento, uma pessoa completamente discrente da justiça convencional, das pessoas e das instituições (com excessão da qual ele pertence, o BOPE). Os caminhos apresentados pelo narrador no começo da história mostram apenas não-caminhos: a corrupção, a omissão ou a guerra. Caminhos que na maioria da vezes não escolhemos, mas somos jogados de encontro a um deles.

31/10/2007 17:01

[Cineasta81] [Brasil]
O filme realmente glorifica as ações do Bope, e aponta a necessidade latente para algumas delas. Mostra sobre a guerra que existe no Rio de Janeiro, mas exagera na preocupação em defender o ponto de vista do Capitão Nascimento. E sobre os que criticam os pobres por cair no crime, isso sim é fascimo. Se todos nós os nascidos em berço de ouro cometem tantas falhas morais, entre elas a de não se importar com o bem estar alheio, então cair no crime não seria difícil, caso não houvesse outra oportunidade em vista. www.cineasta81.blogspot.com

31/10/2007 14:44

[Marcio] [SP]
Olha, depois de muito refletir chego à grande conclusão: É uma obra fictícia, tecnicamente boa, com bom elenco e ponto.É um bom filme e ponto.Crescemos achando Chales Bronson o máximo, Clint Etwood então nem se fala, passando por Rambos, Exterminadores, Cobras e todos os outros ícones dos filmes politicamente incorretos, por que nesse contexto todo, somente o Capitão Nascimento é real e não pode ser analizado como conjunto de uma obra fictícia???? É arte.A realidade passa por esses e muitos outros fatores, não é possível discutir conceitualmente a atuação da Polícia sem passar pela atuação dos outros tentáculos do Estado como educação pífia, Saúde inexistente, Lazer também, falta de infra estrutura, Roubalheira Generalizada nos diferentes escalões governamentais.Tão crítico que chega a sair um dado onde de fala que 55% do que é arrecadado com a CPMF vai para a saúde, e os outros 45% não se sabe para onde vai...temos que passar por tudo isso antes de analizar a polícia e o traficante.

31/10/2007 13:55

RESPOSTA:
Há que ter cuidado com os plurais. Eu nunca gostei de Charles Bronson e Rambo. Acho que são da mesma família do Capitão Nascimento.

[Helio] [Santo Andre - SP]
1 - Tropa de Elite eh somente um filme de acao. Temos que parar de ficar fazendo analises filosoficas em cima de uma ficcao. 2 - E uma idiotice sem tamanho esse negocio de justificar a bandidagem como negocio de miseravel que nao tem chance de fazer outra coisa na vida. Nao sou rico, conheco muita gente que passa dificuldades e nem passa pela cabeca deles roubar. 3-Por que a classe media e sempre culpada de tudo? E ela quem paga mais impostos (porque os ricos tem como escapar deles), esta sempre fora dos beneficios que o governo da e nao tem como ganhar dinheiro (como os ricos) fazendo investimentos em tempos de juros altos.

31/10/2007 13:44

RESPOSTA:
Helio, não acredito que um filme, só por ser de ação, não tenha ideologia.

[Leonardo] [Corinthians]
Torero não sou petista, mas vou comentar (fugindo o assunto do tópico) a observação do André... e de todos os Tucanos xiitas na sociedade (reparei isso pq minha mãe - tucana - fez o mesmo comentário q ele). A Marta, como ministra do Turismo, tinha muito mais motivos pra estar lá do q o Serra e Aécio Neves e todos outros governadores (de qqr partido) presentes, mas pq esse povo só repara na presença da Marta?

31/10/2007 12:42

RESPOSTA:
É verdade, vamos nomear todos os piratas. Aécio, Serra e os outros governadores não tinham nada que estar por lá.

[Rodrigo] [Petropolis-RJ]
A verdade é que no Brasil o problema nunca é atacado em sua fonte,ou seja, estamos sempre a tentar estancar a "febre", seja com o BOPE, seja com o Fome ZERO, seja com as cotas raciais... No caso da existência do BOPE, sua excelência em cumprir missões não seria melhor empregada contra as FARC em conjunto como Exercito, Fuzileiros e outros? A verdade é que a guerra está instalada em nossas grandes cidades, então não é melhor levar a guerra para a sua fonte? Detalhe: sou um pacifista, votei a favor do desarmamento e por mim apenas as forças armadas deveriam portar armas, mas isso é outro papo...

31/10/2007 12:13

[andre] [goiania]
o gente, sera que o brasil não pode simplesmente fazer um filme policial bom??? uma ficção?? coo um monte de filmes americanos que a gente assiste so pra se divertir, mesmo sabendo que não existe um ramdo, um duro de matar por la... tudo tem que ter uma ladainha de ser correto ou não por aqui...vamos apenas assistir, nos divertir e entender que aquilo é um filme e não realidade...pelamordedeus...

31/10/2007 10:16

RESPOSTA:
Há uma diferença. O Rambo realmente não existe. Já os capitães Nascimento estão por aí.

[Ivan ] [san francisco, california, Estados Unidos]
Concordo com a hipocrisia da sociedade brasileira, mas ao mesmo tempo, discordo do fato de que a pobreza leva as pessoas a criminalidade. Me soa classista tal comentario, pois ha milhares de pobres (talvez miseraveis) que nao roubam, nem matam... Tortura? Bandido bom, eh bandido morto!! cadeia no Brasil serve de escola pra criminosos, afinal nao ha recuperacao em muitos casos e nem mesmo estrutura judicial para assim faze-la.

31/10/2007 08:54

[Marco] [Rio de Janeiro]
Acredito que uma das causas para muitos destes problemas da sociedade é a impunidade assitida por todos aos grandes bandidos, leia-se políticos. O cara olha e vê que nada acontece com eles apesar de todas as provas possíveis, então ... O exemplo vem de cima.

30/10/2007 23:05

[Marcos Ribeiro]
Essa avaliação de recusa do "juízo moral" dos bandidos pela incapacidade do bem-nascidos de pôr-se em seu lugar é simplesmente preconceituosa. Ela não leva em contra a grande maioria das pessoas em condição precária que simplesmente não são violentas. Não se trata de um ou outro, é a grande maioria que não delinqüe. Eu dou até de graça o rapaz de 16 anos que bate carteira de idoso. Eu falo dos traficantes que andam armados com metralhadoras para defender o tráfico e que praticam, sem titubear, a lei marcial a quem é contra seus interesses. Essa idéia politicamente correta de tratar as pessoas UNICAMENTE por suas circunstâncias pessoais encerra as pessoas em sua condição animal. Eu a refuto veementemente.

30/10/2007 22:34

[andre]
torero, desculpa nao estar no assunto, mas tenho uma pergunta: o que fazia Marta Suplicy em Zurique no anuncio da copa do mundo?

30/10/2007 21:43

RESPOSTA:
Papagaiava. Ou seja, ficava atrás do Lula para aparecer nas fotos.

[Wagner Trombim] [São Paulo, Capital, Brasil.]
É como aquela velha estória, Torero, metemos o pau nos políticos corruptos, mas será que se estivéssemos no lugar deles seríamos tão honestos? Forte abraço.

30/10/2007 20:44

[Plínio] [São Paulo]
NO filme, o BOPE age de forma bruta, desumana e eficaz, sendo mostrado como uma força acima de qualquer outra e como a solução (para o bem ou para o mal) de todos os problemas no Rio de Janeiro, sejam eles causados por policiais corruptos, traficantes ou até mesmo por "playboys" com segundas intenções. Não há como negar que o filme certamente irá desagradar aos socialmente mais antenados tanto pela chamada "violência necessária" quanto pelos personagens estigmatizados, mas também temos que concordar que aqueles que não forem ficar presos as discussões sociais certamente irão se deliciar com um filme policial de ação ininterrupta, com ótimos efeitos, atuações impecáveis e que dessa forma, se coloca fácil lado a lado das boas produções estrangeiras do gênero.

30/10/2007 20:42

RESPOSTA:
Boa!

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