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[xandypa] [Diadema - SP]
E para terminar arquiduque, pare de ser preconceituoso, disse pra meu pai , minha irmã e eu arrumarem empregos decentes, não é? Chefia de Depto Pessoal, locução, atendentes, garçons,seguranças, manobristas são funções dignas existentes nas mais diversas areas de atuação , inclusive nos bingos. Era registrado e pagava meus impostos assim como vc arquiduque. Bem disse Diogo Abel aqui nesse espaço, vc tem um pensamento primitivo demais. Corruptores, sonegadores, lavadores, ou seja, pessoas que praticam atos ilícitos existem em qualquer ramo de atividade. Lembra dos diversos donos de postos de gasolina que adulteravam combustíveis em São Paulo? Seguindo sua lógica, ao invés de punir os criminosos, proibi-se a venda de combustíveis no país. Absurdo não é? Pois é, mas o seu pensamento levaria as autoridades a tomar exatamente essa decisão. Pare de ser hipócrita, preconceituoso e arcaico. Abraços. 22/06/2009 01:44 |
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[xandypa] [Diadema - SP]
Ao Arquideuque61: Claro q tenho dó arquiduque dos viciados em jogo, como tenho dó dos viciados em alcool, que além de destruirem suas vidas e de suas famílias ainda destroem a vida de pessoas que nada tem a ver com elas e com seus vícios, e exemplos não faltam, como pessoas que provocam acidentes em estradas por conta do alcool e destroem a vida de pessoas inocentes, aliás, sabia q nossas estradas mata mais pessoas do as guerras no oriente médio, a imensa maioria das mortes causadas por pessoas embriagadas?!?!?! Será q devemos classificar os donos de fabricantes de bebidas de bandidos tb arquiduque? E os funcionários dessas fábricas tb não tem empregos decentes? Opiniões como a sua são carregadas de hipocrisia e preconceito. E uma pergunta q ninguém responde: dos 150 paises membros dó órgão das nações unidas referente ao turismo, apenas CUBA e BRASIL proibem o jogo, - como bem lembrou pantojinoka aqui mesmo nesse espaço - será que todos os outros 148´países estão errados? Pense.Abraços 22/06/2009 01:33 |
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[Diego Abel] [Itu,SP]
Ao arquiduque61; segundo a sua lógica, então temos que proibir a venda de cerveja, pois ela é a principal causa de morte no trânsito. Mata milhares de pessoas todos os anos, fora o problema do alcoolismo, cirrose, da violência doméstica, etc. E o cigarro então, a mesma coisa. O chocolate também vicia. A internet também tem uma legião de viciados. O que eu quero mostrar que o caminho não é proibir, quem tem problemas é que tem que se tratar. Eu não bebo, mas não acho que deve ser proibido vender bebida alcoólica, quem é alcoólatra é que tem que se tratar e não todos serem proibidos. Mesma coisa os jogos de video-game, vai proibi-los porque tem crianças que se viciam? Esse pensamento é muito primitivo. 22/06/2009 00:31 |
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[arquiduque61] [São Paulo, SP]
Pois é, né, [Xandipa][Diadema - SP], vc , sua irmã e seu pai ficaram desempregados, o que eu lamento, é óbvio !!! Mas quantas milhares de pessoas perderam todas as suas economias, destruíram suas próprias vidas e a de seus familiares por causa dessa jogatina maldita, geradora de vícios e desgraças familiares !!! Gente que perdeu carro, casa, ficou endividado até a alma !!! Desses vc não tem pena, não é [Xandipa] ??? Vê se vc, seu pai e sua irmã arrumam um emprego decente e digno e nunca mais trabalhem para bandidos contraventores, corruptores e lavadores de dinheiro !!! Seus ex-patrões deveriam estar na CADEIA, que é lugar de BANDIDO !!!!!!!!! 21/06/2009 19:41 |
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[Diego Abel] [Itu, SP.]
Ao arquiduque61: o Brasil tem totais condições de fiscalizar a atividade, basta querer. Temos o melhor sistema bancário do mundo, e a idéia da proposta é justamente reter o imposto na fonte, ou seja, o jogador fez a aposta, ela cai no sistema e o imposto já é cobrado. Tecnologia existe, basta vontade política para por em prática. 21/06/2009 19:21 |
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[Ronaldo] [Campinas]
A culpa nao sao de lobbistas e empresários, a culpa é do Legislativo brasileiro que um dia permitiu a entrada destas casas de jogos, verdadeiras podreiras e destruição na vida de pessoas e famílias que nao tem nada na vida... Querem dar impostos em troca? Ahhh sim, claro... Fecho com a letra de Arnaldo Antunes, na música "Dinheiro": "VÁ TRABALHAR VAGABUNDO, TOMA VERGONHA!!!!" 21/06/2009 15:42 |
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[xandypa] [Diadema - SP]
Juca, sou seu grande fã. Mas não enendo o pq de todos no Brasil serem contrários ao jogo. Quando foram fechados em 2007, meu pai, minha irmã e eu ficamos desempregados. Na rede onde trabalhava havia 2000 mil pessoas com registro em carteira trabalhando, e falo isso com certeza pois meu era o chefe do Depto Pessoal.Eu trabalahva na sangria das máquinas e garanto Juca, a média era de 70% de retorno ao apostador. O q mais irrita quando falam dos bingos é q ninguém , inclusive vc, fala uma so linha da jogatina contolada pelo governo federal, no qual, segundo dados da própria CEF, a média é de menos de 10% de retorno aao apostador. A minha pergunta , carregada com toda a admiração q tenho pelo seu trabalho Juca, é a seguinte: pq a grande maioria dos países - desenvolvidos, em desenvolvimento, cristãos, islamicos, democracias, ditaduras - podem explorar o o jogo e o Brasil não? Qual a razão? Não seria melhor o brasileiro gastar seus dólares aqui no brasil do q em las vegas ou mar del plata? 21/06/2009 14:31 |
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[arnilha] [rio de janeiro]
o jogo é legal em tudo que é país. Incompetencia e nao legalizar e regulamentar. Quanto ao Zico ele é o eterno inocente. todo mundo enrola ele e nao faz nada. 21/06/2009 13:29 |
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[Ana] [Maceió]
Não foi com o episódio Waldomiro Diniz que Lula se viu forçado a fechar os bingos? Se fosse agora, nosso presidente nem se daria mais a este trabalho. A coisa se deteriorou tanto de lá para cá que mais nada para este governo é imoral. 21/06/2009 13:16 |
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[liscio] [Itajubá MG]
Nenhuma palavra sobre o ex-ministro ZICO, o mentor dos bingos? 21/06/2009 09:37
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[Juliano Carvalho] [Milano]
Sou contra quase todos os tipos de proibicao. E' ridiculo, cada um sabe de si mesmo. O estado nao pode controlar o vida das pesssoas desse jeito. E a eventual ma gestao nao justifica a proibicao: sao duas coisas independentes. 21/06/2009 07:48 |
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[arquiduque61] [São Paulo, SP]
Juca, vamos dar o TROFÉU INGÊNUOS DO ANO para o [Zé-Taubaté] e o [Thiago] [SBC, SP] !!! Eles acreditam em FISCALIZAÇÃO !!! RÁ, RÁ, RÁ !!! Fiscalização no Brasil ??? Esses dois blogueiros devem estar tirando sarro da nossa cara, Juca !!! Empresário de jogo é uma gente que se habituou a vida inteira a corromper fiscais, policiais, parlamentares e o escambau !!! Os citados blogueiros acreditam que agora vai ser diferente !!! Os contraventores vão virar agora santinhos !!! Tenha dó, né !!! É por causa de mentalidades como a do[Zé-Taubaté] e do [Thiago] [SBC, SP] que o Brasil continua e vai continuar a mesma porcaria de sempre !!!!!!!!!!! 21/06/2009 05:47 |
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[arquiduque61] [São Paulo, SP]
O que mais me chama à atenção é a DESFAÇATEZ,SEM-VERGONHICE e CARA-DE-PAU desses empresários e lobbystas da jogatina !!! O simples fato de se propor um cadastro nacional de viciados, além de totalmente INCOSTITUCIONAL, pois fere os direitos à intimidade, privacidade e dignidade da pessoa humana, já é a confissão explícita de que o JOGO VICIA e VICIA MESMO !!! Atenção Ministério Público Federal e Ministério Público dos Estados, é preciso acionar o Supremo Tribunal Federal caso essa BARABARIDADE, essa INDECÊNCIA, venha a ser aprovada, o que eu, sinceramente, não acredito, pois confio ainda em homens e mulheres de bem que integram a Câmara e o Senado !!! 21/06/2009 05:36 |
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[pantojinoka] [Brasil]
>>> Botando tudo na ponta do lápis, os dois economistas calculavam que os custos superavam os ganhos em 27,5 bilhões de dólares todos os anos. "Essa é uma história engraçada. Em Atlantic City, há alguns anos, ficou muito famoso o caso do roubo de geléias e pães dos hotéis. A polícia descobriu que os funcionários perdiam todo o salário na roleta e, para não apanhar em casa, assaltavam a despensa", diz o economista americano James Wygand, da Control Risks. É claro que grande parte da discussão em redor do jogo - assim como acontece com as drogas - envolve questões morais e os valores de cada pessoa. Mas é essencial considerar todos os fatores econômicos, sociais, médicos e legais antes de defender um lado ou outro. Qualquer que seja a decisão, ela irá alterar o destino de milhões de pessoas e bilhões de dólares. E não vamos esquecer quem hoje detém o monopólio da jogatina no Brasil: o governo. >>>> 21/06/2009 03:45 |
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[pantojinoka] [Brasil]
>>> Só que, qualquer que seja o jogador, existe uma pessoa que perde para cada pessoa que ganha - e a regra continua valendo mesmo nessa escala de bilhões de dólares. É por isso que alguns pesquisadores começaram a investigar o desvio do dinheiro de outras atividades econômicas para a indústria da jogatina. Uma das principais pesquisas nesse ramo foi feita pelos economistas Earl Grinols, da Universidade de Ilinois, e David Mustard, da Universidade da Geórgia, ambas nos Estados Unidos. Segundo eles, não se pode contabilizar o lucro dos cassinos sem subtrair do balancete final algumas pendências, como o efeito negativo das roletas em outros tipos de negócio, o gasto com jogadores patológicos e o aumento de criminalidade nos locais de jogatina. >>>> 21/06/2009 03:42 |
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[pantojinoka] [Brasil]
>>> À primeira vista, jogos de azar são uma mina de ouro. É uma das indústrias que mais crescem nos Estados Unidos. Durante a década de 90, o faturamento dos cassinos mais que triplicou - saltou de 8,7 bilhões de dólares para 31,8 bilhões de dólares. Há uma decada, havia roletas em apenas 20 cidades norte-americanas. Hoje existem cassinos em mais de 200 cidades e a expectativa é de mais crescimento. A previsão de faturamento de alguns anos atrás dos cassinos de Las Vegas, meca dos jogadores, girava em torno de 7,6 bilhões de dólares. Atlantic City, outro reduto da jogatina, era de 4,4 bilhões. No geral, os cidadãos daquele país gastam atualmente mais dinheiro jogando que na soma dos gastos em entretenimentos como cinema, jogos esportivos, parques de diversões, compra de CDs e livros. >>>> 21/06/2009 03:41 |
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[pantojinoka] [Brasil]
>>> "A legislação do jogo, de fato, trouxe muito lucro para o país. O dinheiro que antes abarrotava o bolso de criminosos agora enche os cofres públicos. Mas há uma consequência muito relevante nesse debate. O governo se tornou extremamente ambicioso na exploração de uma atividade que claramente causa problemas sociais", afirmou o economista Peter Reuters, da Universidade de Maryland, Estados Unidos, no livro "Drug War Heresies" ("Heresias da Guerra contra as Drogas", título brasileiro). Liberal convicto, Reuters defendia que, mesmo que o jogo gerasse renda, o Estado não poderia se tornar também um jogador compulsivo. Teria, sim, que impor limites. >>>> 21/06/2009 03:40 |
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[pantojinoka] [Brasil]
>>> Muitos países onde o jogo é liberado estavam alterando suas leis aqui e acolá na tentativa de diminuir o número de viciados e minimizar o impacto na socidade. Na Austrália, país onde mais se joga no mundo (90% da população aposta pelo menos uma vez por ano), máquinas caça-níqueis e toda sorte de versões eletrônicas dos jogos de azar estão espalhados pelas cidades, em bares ou boates. O governo, no entanto, já tinha acenado antes com a possibilidade de confiná-las a lugares restritos ao jogo - ou seja, a cassinos. >>>> 21/06/2009 03:39 |
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[pantojinoka] [Brasil]
>>> É a mesma lógica de se oferecerem seringas a viciados em drogas injetáveis para evitar a AIDS. "No caso dos jogadores, mostramos opções de modalidades de jogo menos aditivas", afirma a psicóloga Juliana. "Antes da liberação dos jogos de azar em praticamente todos os Estados Unidos, era facilmente perceptivel a prevalência de jogadores patológicos nos locais onde a lei favorecia a exposição às apostas. Atlantic City, por exemplo, tinha a maior incidência de doentes do país" , diz Hermano Tavares, psiquiatra e fundador do AMJO. "O número de jogadores patológicos que atendemos quadruplicou com a abertura de casas de bingo em São Paulo", afirmou a psicóloga Juliana Bizeto, do PROAD. >>> 21/06/2009 03:37 |
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[pantojinoka] [Brasil]
>>> Ela relata um teste feito nos Estados Unidos em que colocaram lado a lado duas máquinas, uma com barulho e outra silenciosa. "As pessoas jogaram menos nas máquinas sem barulho", afirma Thais. O ambiente dos cassinos e bingos também são considerados fatores de risco. "Os jogadores ficam extremamente confortáveis. Algumas casas oferecem bebida e comida de graça. Como não há relógios ou panelas por ali, perde-se facilmente a noção de tempo", diz a psicóloga Regina Britzky De Sorde, também do PROAD. "Tudo é preparado para seduzir. E o intervalo de apostas, claro, é o menor possível. Normalmente nem esperam a pessoa saber se perdeu ou ganhou para iniciar outra rodada", diz. A distinção entre jogos leves e pesados criou até mesmo uma opção diferente de tratamento para os jogadores compulsivos. O novo conceito não propõe como meta que o jogador abandone o vício de uma vez por todas. A idéia é apenas reduzir os danos. >>> 21/06/2009 03:35 |
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[pantojinoka] [Brasil]
>>> "Quanto maior o intervalo entre a aposta e o resultado, menos viciante é o jogo. O resultado das loterias demora uma semana para sair. Então elas não são um grande problema. Nos jogos eletrônicos, o tempo é de microssegundos. A rapidez alimenta a compulsão", explica Hermano Tavares, psiquiatra e fundador do Ambulatório do Jogo Patológico e outros Transtornos do Impulso (AMJO) , do Instituto de Psiquiatria da USP. Não é só a rapidez nos resultados que faz um compulsivo. Outros detalhes interferem, como o barulho de moedas caindo nas maquininhas caça-níqueis. "Alguém já viu cair notas?", pergunta a psicoterapeuta Thais Grace Maluf, do PROAD. "Os apostadores recolhem o dinheiro em baldes. Isso aumenta a sensação de ganho e, consequentemente, a vontade de jogar", diz. >> 21/06/2009 03:34 |
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[pantojinoka] [Brasil]
>>> "Em 20 anos de jogo, perdi muito mais que dinheiro. Perdi o caráter. Só estou aqui porque fui parar na cadeia. Sou biomédico e minha sócia me denunciou por desvio de dinheiro no laboratório", diz um homem de 45 anos. "A minha única inspiração na vida era o jogo. As máquinas caça-níqueis foram a minha ruína. Com elas arrumei o jeito ideal de perder dinheiro e de me destruir. Vim pra cá depois de tomar mais de 100 comprimidos para dormir. Eu queria dormir para sempre", afirma uma moça de 32 anos. >>>>>> Todo jogo vicia, mas do ponto de vista médico, existem jogos leves e jogos pesados, tal como as drogas. Máquinas caça-níqueis, por exemplo, são consideradas o crack da jogatina. Segundo os estudiosos, entre 40% a 60% das pessoas que usam frequentemente essas máquinas tornam-se compulsivas. Já as loterias seriam, digamos, a maconha. Não fazem bem para a saúde, mas também não causam grandes danos. >>> 21/06/2009 03:32 |
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[pantojinoka] [Brasil]
[[[[[CONTINUAÇÃO]]]]] "Os jogadores patológicos têm perfil parecido. São pessoas muito inteligentes e estáveis financeiramente. Quando sofrem algum trauma, se descontrolam e destróem a vida no jogo", afirmou a psicóloga Juliana Bizeto, do PROAD. O mundo dos jogadores compulsivos é bem mais sombrio do que muitos imaginam. Em estágios avançados da doença, eles sofrem com crises de abstinência; sudorese, tremores, náuseas, depressão aguda e até mesmo ataques cardíacos. Cerca de 18% deles tentam o suicídio. Assim como os dependentes de drogas, os viciados em jogo também se isolam do mundo, perdem o interesse pela família e pelo trabalho e só conseguem obter prazer apostando. Basta ir a uma reunião dos Jogadores Anônimos, JA (no Brasil, eram 14 grupos, espalhados em sete estados), para se ter a noção exata da ruína financeira, moral e física provocada pela jogatina. >>> 21/06/2009 03:31 |
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[pantojinoka] [Brasil]
[[[[[CONTINUAÇÃO]]]]] Segundo a OMS, em sociedades urbanas desenvolvidas, 80% da população adulta faz uma fezinha pelo menos uma vez por ano. Desse mundaréu de jogadores esporádicos, 3% enfrentam problemas por causa de jogo, como dívidas ou desentendimentos familiares, e 2% são efetivamente doentes. Fazendo as contas, temos 4,08 milhões de potenciais jogadores patológicos e 2,72 milhões de viciados entre nós. Embora a ciência ainda não explique por que algumas pessoas viciam em jogo e outras não - já que praticamente todo mundo joga -, existem alguns indícios que lançam um pouco de luz na escuridão. Sabe-se que filhos de pais alcóolatras têm predisposição a jogar. E que pessoas que são expostas frequentemente a jogos de azar, como quem mora perto de um cassino, também. Os outros fatores de risco são: personalidade impulsiva, tendência ao isolamento, ansiedade e depressão. >>> 21/06/2009 03:29 |
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[pantojinoka] [Brasil]
[[[[[CONTINUAÇÃO]]]]] Cientistas da Universidade Harvard (que, aliás, foi criada com o dinheiro do jogo), nos Estados Unidos, realizaram uma experiência elucidativa. Eles deram cocaína a uma pessoa e uma máquina de apostas a outra e analisaram os dois com ressonância magnética funcional, uma parafernália que mede a atividade em cada parte do cérebro por meio do fluxo sanguíneo em cada região. O resultado foi que a cocaína e a máquina de apostas ativavam as mesmas estruturas cerebrais. "Quando um jogador está em ação, ele fica super-excitado, provocando no cérebro um aumento exacerbado de dopamina (neurotransmissor associado ao prazer). Quando ele pára de jogar, os neurônios alterados pedem mais dopamina, assim como pedem mais cocaína a um viciado na droga", afirmou a psiquiatra Valéria Lacks, do Programa de Atendimento ao Dependente (PROAD), da Universidade Federal de São Paulo. >>>> 21/06/2009 03:27 |
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[pantojinoka] [Brasil]
[[[[[CONTINUAÇÃO]]]]] No ensaio intitulado "Dostoiévski e o Parricídio", escrito em 1928, o psicanalista Sigmund Freud associou o descontrole do escritor russo Fiódor Dostoiévski nas roletas aos eventos traumáticos de sua vida, principalmente a morte do pai. Pra Freud, Dostoiévski, o jogador mais célebre da história, não jogava por dinheiro. Jogava porque era um viciado. A melhor descrição da sua compulsão está em seu livro "O Jogador", de 1866, época em que não conseguia se afastar dos cassinos. "Com que emoção, que aperto no coração, eu ouvia os números do crupiê. Com que avidez eu olhava a mesa de jogo, na qual são esparramadas pilhas de peças de ouro que se desmancham sob o rodo em montes reluzentes como brasa. Antes mesmo de alcançar o cassino, só mesmo de ouvir o tilintar das moedas, eu me sentia prestes a desfalecer", escreve Dostoiévski em um trecho do livro. >>>> 21/06/2009 03:26 |
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[pantojinoka] [Brasil]
[[[[[CONTINUAÇÃO]]]]] Na teoria, lavar dinheiro em apostas seria bastante simples: bastaria combinar com o dono da casa e simular um prêmio. Com o comprovante de que o dinheiro foi ganho no jogo, o dinheiro, de onde quer que ele tenha vindo, sairia limpinho. Só que, na prática, pode não ser vantajoso: "Lavar dinheiro em bingo é burrice e sai caro. O ganhador paga 30% de imposto sobre o valor do prêmio. Tem formas bem mais baratas", garante Olavo Sales Silveira, presidente da Associação Brasileira de Bingos (Abrabin). Restaria então o terceiro argumento a favor da proibição - o vício. Entre estudiosos, há um consenso. O jogo, assim como álcool ou cocaína, pode causar dependência. A inclusão oficial do vício em jogatina no rol das patologias aconteceu em 1992, quando a OMS botou o jogo compulsivo no Código Internacional de Doenças. Mas há muito tempo já se suspeitava que jogar faria mal à saúde. >>>> 21/06/2009 03:25 |
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[pantojinoka] [Brasil]
[[[[[CONTINUAÇÃO]]]]] A sonegação existe, mas nem todos concordam que erradicar os cassinos seja a única alternativa. No livro "Teoria da Imposição Tributária", o jurista Ives Gandra, um dos mais renomados tributaristas do país, defendia com unhas e dentes a liberação de toda e qualquer atividade que transitava no limite entre a licitude e da ilicitude. Ele acreditava que proibir diminuia as receitas e estimulava o crime organizado a assumir o controle (e os lucros) desses negócios. "A forma mais eficaz de desestimular uma atividade indesejável é a tributação elevada. Controle rigoroso e muito imposto são melhores para o país do que a clandestinidade", diz Ives. Como não haviam leis específicas, as casas de bingo pagavam praticamente os mesmos impostos de um negócio qualquer. No caso do cigarro e da bebida, a história era diferente. De cada cinco cigarros vendidos, o governo abocanhava quatro. Dependendo do tipo de bebida, pagava-se até 75% do valor total. >>>> 21/06/2009 03:23 |
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[pantojinoka] [Brasil]
[[[[[[[CONTINUAÇÃO]]]]]]] O primeiro ponto - de que a jogatina é muito difícil de se regular - tem bastante verdade. "Quando conseguimos comprovar uma irregularidade em uma empresa de bingos, ela desaparece e outra brota no lugar, o que torna impossível recuperar os impostos sonegados. Os donos são geralmente laranjas. Não temos nem como executar bens.", afirmava o secretário-adjunto da Receita Federal, Paulo Ricardo Souza Cardoso. Ele, que lidava no dia-dia com os obstáculos pra controlar a jogatina, dizia que existem motivos suficientes pra banir o jogo. "Posso garantir que essas casas sonegam, operam com equipamentos contrabandeados e, em muitas delas, a sorte do cliente é manipulada", afirmou. >>>>>>>>>> 21/06/2009 03:21 |
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[pantojinoka] [Brasil]
[[[[[[[CONTINUAÇÃO]]]]]]] Entre 108 países que formam a Organização Mundial de Turismo, somente dois proíbem (ou proibiam) o jogo: Cuba e Brasil. O caso cubano dispensava explicações. A ilha era um mundo à parte. Por aqui, a proibição do jogo se sustenta em três pilares: exige uma estrutura de fiscalização de que o país não dispõe, atrai a bandidagem e vicia. Por um lado até faz sentido: cassinos e afins são historicamente ligados a problemas sociais e criminalidade. Mas os defensores dos jogos de azar também têm seu arsenal de argumentos que, no mínimo, merecem ser levados em conta. Cigarro e álcool também causam dependência e problemas sociais e nem por isso são banidos. É quando começa então a disputa em torno de cada um dos três argumentos. [[[[CONTINUA]]]]]]]] 21/06/2009 03:19 |
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[pantojinoka] [Brasil]
[[[[[[[CONTINUAÇÃO]]]]]]] Essa Lei Zico determinava que entidades esportivas oficiais, com a fiscalização do governo federal, poderiam operar casas de bingo desde que 7% do faturamento bruto fosse investido em programas sociais. Como essas tais entidades esportivas não tinham dinheiro pra viabilizar negócios tão vultuosos, ficou estabelecido que seriam permitidas parcerias com a iniciativa privada. Daí novas leis surgiram, outras regras foram estabelecidas e não se criou uma legislação específica para uma modalidade de jogo que, no fim das contas, acabava com o monopólio do Estado sobre a atividade. Virou uma bagunça geral, com os bingos funcionando - até outro dia, diga-se - na fronteira entre a legalidade e a ilegalidade. Afinal, bastaria se associar a um clube ou federação e você já poderia desafiar a regra que proíbia o jogo no país. [[[[CONTINUA]]]]]]]] 21/06/2009 03:16 |
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[pantojinoka] [Brasil]
[[[[[[[CONTINUAÇÃO]]]]]]] Só que as loterias foram um sucesso e se transformaram em excelente fonte de renda. Só em 2003 por ex., as nove modalidades existentes (Mega-Sena, Lotomania, Dupla-Sena, Lotofácil, Quina, Instantânea, Loteria Federal, Loteca e Lotogol) arrecadaram juntas 3,5 bilhões de reais. Pra comparar, o movimento de loterias nos Estados Unidos era estimado eme 44 bilhões de dólares e, na Europa, entre 7 e 10 bilhões de dólares. Há uns 15 anos, o cenário da jogatina mudou e as casas de bingo começaram a pipocar país afora. Estranho? Não é difícil entender porquê: uma nova lei, apelidada de Lei Zico, abriu o precedente. No cargo de ministro dos Esportes, o ex-jogador do Flamengo adaptou para o Brasil uma experiência espanhola em que os recursos obtidos com bingos são revertidos para o esporte. [[[[CONTINUA]]]]]]]] 21/06/2009 03:14 |
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[pantojinoka] [Brasil]
Um pouco de história: Os jogos de azar só foram proibidos no Brasil por culpa da mulher do presidente Getúlio Vargas, Darcy Vargas. Reza a lenda que um belo dia, ela teria voltado da igreja com a missão de convencer o marido a acabar de vez com um "antro de perversão", o Cassino da Urca, a mais famosa casa de jogos do Rio, então capital federal. E vocês vejam só, em 1941 (!), é que criaram uma lei que botou na ilegalidade todo mundo que ganhava a vida girando roletas. Duas décadas depois, lá pelos anos 60, o governo estatizou de vez os jogos de azar, criando as loterias esportivas. A intenção na época era nocautear o jogo do bicho, que, apesar de fora da lei, ia muito bem. O tiro não acertou o alvo, mas também não saiu pela culatra. O jogo do bicho estava aí até hoje, com três extrações diárias. [[[[[[[CONTINUA]]]]]]] 21/06/2009 03:10 |
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[acfcflu] [RIO/RJ/BR]
Orlando Silva que se cuide! 21/06/2009 01:09 |
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[amc420] [http://cagaregra.info] [São Paulo, PALMEIRAS]
Juca, sei que, por sua orientação ideológica, o sentido que quis dar para a frase foi exatamente o contrário, mas de qualquer forma, se os bingos derrubaram o Zé Dirceu, VIVA OS BINGOS! 20/06/2009 23:29 |
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[Sifuente] [Canoas, Rio Grande do Sul, Brasil]
A própria lei ja se contradiz, pois a Mega Sena gira em torno de 64 bilhões anuais em arrecadação, e são pago apenas 12 bilhões, esse é a maior jogatina "ilegal" do mundo, e são dados muito pouco divulgado pela CEF, claro que ela não quer concorrência, muito menos a Policia tem interesse que seja liberado, pois ai acaba a mamata. Principalmente a Brigada de minha Cidade que age corruptamente em minha cidade. E quem quer mesmo jogar e tem dinheiro é só andar uns km e joga no Uruguai, Argentina e Paraguay, é... países do Mercosul 20/06/2009 23:07 |
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[ntsinfo] [Mococa]
Bingo nao pode em epocas que nao sao de eleiçao, mas Loterias da Caixa pode., Olha que tem esquema nessas Loterias ainda. Sorte de quem ganha ... Sorte 2 vezes ... 20/06/2009 22:22 |
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[Acácio Alves] [SP/SP]
Será que se o PCC e o Comando Vermelho prometerem R$ 10 bilhões anuais em impostos, além de royalties mensais: 20% da arrecadação para a saúde, 5% para a cultura e 5% para o esporte, o governo legaliza o comércio de drogas? 20/06/2009 22:22 |
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[zamoth] [Paraiba do sul - Rio de Janeiro]
Juca! Meá nome é Thomaz. O blá bla de sempre, retorna com toda força e os BOINGOS serão criados. Há algum tempo, aqui no Rio, já estava tudo pronto para o famoso ex deputado EURICA MIRANDA,em parceria com o famoso jogador de bola, ROMÁRIO criarem um bingo na B. da Tijuca. No entanto, quase na mesma época, houve operações da P. Federal e a coisa não progrediu. Bingos,quaisquer jogos que se criarem, com certeza ficará nas mãos dos bicheiros, milicianos, coroneis, pocicias etc. Qualquer empresário honesto que quiser operar este negócio não terá vez. Jogo de bingo, bicho,políticos 'HONESTOS" andam juntos. Não tenho duvidas que uma lei bem montada para proteger esta gente será criada em breve com este congresso que aí está. 20/06/2009 22:20 |
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[Zé-Taubaté] [Taubaté-SP]
Nunca joguei em minha vida e não gosto nem um pouco de jogo, mas acho que quem quer jogar pode fazê-lo quando bem entender, desde que seja plenamente capaz. E por isso entendo que o bingo deve ser liberado e fiscalizado de forma a arrecadar precisa e eficientemente os tributos relativos a tal exploração comercial. Proibir pura e simplesmente não é a medida mais inteligente. 20/06/2009 22:07 |
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[Thiago] [SBC, SP]
Juca, eu sou amplamente a favor da legalização do jogo de azar no Brasil. Que a receita federal e a polícia façam o trabalho delas que é fiscalizar. Não é o jogo legalizado que vai aumentar ou diminuir a corrupção. A corrupção é e será na mesma proporção. Querem fiscalizar o dinheiro? Fácil, crie-se contas em bancos controladas pelo governo e todo dinheiro apostado só pode ser utilizado a partir de créditos nestas contas. A pessoa só recebe o crédito para apostar se declarar a origem do dineheiro. Assim nem sonegação haveria pois o governo descontaria os Impostos na fonte. O Jogo legalizado no Brasil aumentaria empregos e o turismo internacional aqui, trazendo dólares da apostadores. Tecnologia para controle de apostas existe. Métodos transparentes também, só falta acabar com um moralismo religioso anti-jogo de azar que no fundo é o que impede a legalização deste. Em tempo: eu jamais apostaria ou aposto meu dinheiro, nem em loteria, mas quem quizer apostar tem direito! 20/06/2009 22:02 |
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[duzzi] [juca] [a.nogueira]
nao a diferenca juca entre bingueiros e politicos todos sao bandidos VOTE NULO NOS AJUDEM A ACABAR COM OS POLITICOS e ponto final 20/06/2009 20:11 |
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[Diego Abel] [Itu, SP]
Discordo veemente da sua posição. É uma hipocrisia dizer que o jogo é proibido no Brasil. O ato de proibir uma atividade nunca é a decisão mais acertada, vide o que aconteceu com a antiga Lei Seca dos EUA. A regulamentação da atividade, com uma fiscalização rigorosa é com certeza o melhor caminho, pois favoreceria a geração de empregos (na ordem de 200 mil diretos) e de receita (se fala em 9 bilhões de reais). Do jeito que está, o Estado não recolhe os impostos e os empregos muitas vezes não são formais. Todos saem perdendo. E só por curiosidade, entre todos os países da América, só 2 não tem o jogo legalizado, Brasil e Cuba. O caso de Cuba é até compreensível, mas o Brasil, como páis democrático, é um contra-senso. 20/06/2009 20:04 |
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